23 de junho de 2006 | |
![]() Em maio deste ano, 53% das mais de 8 mil mulheres presas em São Paulo se encontravam em cadeias públicas de detenção provisória geridas pela polícia, ou seja, fora do sistema penitenciário, enquanto apenas 9% dos homens estavam na mesma situação. Presas nessas condições, as mulheres não têm acesso a advogados, atendimento psicológico, médico, serviço social, nem têm oportunidade de trabalhar. Além disso, as visitas nesses estabelecimentos ocorrem durante a semana, aumentando as dificuldades para manter o contato com a família. “Gostaria de saber com quanto tempo posso pedir minha condicional, pois minha família não tem condições de pagar um advogado. Sou primária e se tiver que tirar mais um pouco de cadeia, gostaria que vocês me ajudassem em uma transferência, pois aqui onde estou não tem serviço e eu gostaria de trabalhar para ajudar minha mãe a cuidar do meu filho”, relata uma detenta de 33 anos, detida em uma cadeia pública, em carta à Pastoral Carcerária, ilustrando alguns dos problemas por que elas passam. A superlotação das cadeias públicas femininas chega a 600% da capacidade em alguns lugares, como ocorre em Itapevi, estabelecimento construído para receber 24 pessoas, mas que hoje abriga 149 mulheres. Muitas presas acabam cumprindo a pena integral nessas cadeias de detenção provisória, sem direito a benefícios garantidos por lei, como a progressão de pena, por falta de acesso à Justiça. A recém criada Defensoria Pública de São Paulo poderá ajudar a minimizar esse problema. Fernanda Sucupira - Carta Maior |
Mais de metade das mulheres presas estão em cadeias provisórias
terça-feira, 26 de abril de 2011
às
17:45
| Postado por
Ana Letícia Lelis
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